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Sábado, 19 de Agosto de 2006

Desabafo I

Quem acompanha o crescimento deste cantinho desde que o "dei à luz" lembra-se certamente de um certo dia ter lido sobre uma rasteira que o meu coração me pregou, de uma situação envolvendo uma amizade forte, demasiado forte para ser assumida de qualquer outra forma, com qualquer outro nome... A verdade é que há muito para contar sobre isto, mas fui evitando, evitando, fazendo de conta que nada se passava talvez por não saber se o deveria escrever e partilhar aqui...até que decidi fazê-lo HOJE.

Passei imenso tempo a tentar negar o que sentia até que cheguei ao ponto de achar que não era inferior a nenhuma das outras com quem ele se relacionara e acreditando que ainda tinha a vantagem de o conhecer tão bem e sermos tão intimos. Mais tempo passei a decidir-me se abria o jogo ou não, se dizia ou esquecia, se me atirava de cabeça ou virava costas a tudo... Decidi pôr tudo em jogo. O que tinha a perder? Nada, porque uma amizade com tais dimensões não acaba assim. Não a nossa.

No dia em que estava decidida a abrir a boca e soltar tudo o que tinha para lhe dizer ele não apareceu. Não ligou, não avisou por sms, não atendeu chamadas e deixou-me pendurada em casa a noite toda num misto de raiva e preocupação que culminou num mar de lágrimas no colo da minha Mãe. Ele nunca me fizera nada igual  e tudo me passou pela cabeça, inclusivamente a ex-namorada dele... Já tarde ligou-me dezenas de vezes. Eu ignorei sempre até desligar o telemóvel. A história esqueceu-se, confesso-vos que nem me lembro como, mas a ideia da "Ex-" continuou a amargar-me a boca.

Um dia saímos para ir ver um jogo de futebol a casa de um amigo. Aninhei-me no colo dele, no sofá, como já ia sendo hábito e não houve nem um momento em que a mão dele pousasse em mim... sentia as coisas cada vez mais estranhas mas de uma amizade não se pode exigir determinadas coisas. Á porta da minha casa ficámos mais de meia-hora a conversar, sempre sem eu conseguir falar do que queria porque a cada palavra dele perdia o incentivo. Saí do carro visivelmente irritada e a saber que ele não tinha percebido nada. Como já era de esperar a irritação aumentou quando me vi sozinha. Peguei no telemóvel e escrevi uma sms "Nunca vais conseguir entender mas temos de conversar." Nem um quarto de hora teria passado quando ele aparece no MSN a perguntar-me o que se passava porque já não estava a perceber o que eu queria dizer. Foi a pior conversa que alguma vez tive pela internet e nenhum de nós se orgulha de não o termos feito frente a frente.

Confessou-me que se tinha reaproximado da "ex-" e que não me tinha contado antes porque teve medo da minha reação. "Medo?! Que tenho eu a ver com a tua vida?! Só não tenho a culpa que não vejas à tua volta e sejas parvo!!!"

Medo de quê afinal? Medo que eu lhe diga que está a fazer a maior parvoice da vida dele?! Só o terá se souber que tenho razão e não o quiser ouvir... Porquê dar-me explicações se não há compromissos? Se não me quer como eu o quero a ele...? No meio de tamanha discussão disse-lhe de tudo, desde "Não apareças à minha frente nos próximos tempos, metes-me nojo!" até "Apaixonei-me. Acredita que fiz tudo para o evitar para não estragar o que temos."

Ambígua. Confusa. Talvez, mas completamente destroçada certamente. Chorei a noite toda e jurei que não o voltaria a fazer. Acordei com a sensação que o meu mundo tinha desabado aos meus pés e odiei o sentimento dramático de auto-piedade que senti o dia todo...

Ao longo dos dias recebi uma sms a dizer que esperava que um dia o desculpasse e que eu era a pessoa que mais orgulhava de ter conhecido e chamar amiga... Não era nada disso que eu queria. Fui de férias.

Foi de loucos. ir para a praia bem disposta, almoçar de trombas até ao chão, melhorar plo fim da tarde e de noite sentir umas saudades doidas das nossas conversas, dos passeios de carro, das brincadeiras, da voz dele... Só a minha Mãe me aturou e até agora não sei se teria tido a paciência dela para as minhas vertiginosas oscilações de humor.

No dia em que discutimos ele pediu-me para conversar antes de me ir embora. Disse-lhe que não com todas as letras e acrescentei que não havia nada que eu tivesse de conversar com ele. Ele acatou. Fomos falando durante as férias. Sms's de vez em quando que me soavam sempre frias e sabiam sempre a poucochinho. Ele ligou-me um dia, quase no fim da minha estadia pelas praias... "Já concordas que temos de falar cara a cara?", "Sim...eu tenho muita coisa para te dizer, só não sei se tens coragem de as ouvir...".

Fez-se silêncio. "Não tem lógica desperdiçar os 10 anos que já vivemos assim do nada." "Do nada" disse ele! Ele não tinha percebido como eu estava magoada, como eu não suportava vê-lo de novo com aquela miuda reles e a puxar para o ordinário que o deixou na lama quando ele acabou com ela com tentativas rídiculas de o trazer de volta... Fui eu que estive ao lado dele e nao lhe cobro isso de maneira nenhuma, mas voltar para ela foi pior que um estalo bem assente...

 

Na noite anterior a ele ir de férias conversámos horas dentro do carro. Acabámos como eu já sabia...cada um a tentar viver a sua vida. Eu a meter na cabeça que tenho de andar em frente.

E depois de um desabafo tão longo talvez tenha lata de, noutro dia, contar essa tal conversa...

 

 

Fiquem bem e obrigado por me lerem...

Sinto-me: aqui... !

publicado por Carol às 12:30

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4 comentários:
De MoonLight a 19 de Agosto de 2006 às 23:26
A vida é assim mesmo!
Arriscaste! Deste um passo em frente. Agarraste a vida, em vez de te esconderes dos sentimentos...
Não deu certo... Ok! Quem sabe agora não poderás dar uma nova oportunidade a ti própria e talvez a outras pessoas???
Olha bem à tua volta. Liberta-te. E segue em frente.
Parabéns pela coragem.
Muita força.
Bjs de Luz


De Angel a 20 de Agosto de 2006 às 02:43
A vida é mesmo assim, não é como nós queremos.
Mas só tens de te sentir bem contigo própria porque foste em frente, lutaste pelo que achavas que estava certo. Se isso não te trouxe os resultados que desejavas, não te sintas desiludida ou com pena de ti própria, porque fizeste muito mais que muitas pessoas gostariam de fazer e não têm coragem. Tentaste ser feliz. Não deu com ele, há-de dar com outra pessoa. E vais ver que um dia ele perceberá o quanto fica a perder por não te apreciar como mereces.
Beijinho grande e nós adoramos ler-te :)


De Gigi a 20 de Agosto de 2006 às 21:39
Olá! Parabéns pela coragem que tiveste em confessar os teus sentimentos e em enfrentar esta situação. É algo que deviamos sempre fazer.
Não tens que agradecer, eu gosto de te ler. :))


De sereu a 20 de Agosto de 2006 às 23:38
Não foi um bom dia para ler o que acabei de ler. Cheguei ao fim do teu post e estava angustiado, quase revoltado com a raça humana. Esse é o pior sentimento que podemos cultivar: "Porra esta gente é toda igual".

Estive anos a pensar assim e , mesmo sem ninguém me fazer crer o contrário, mudei. Hoje não sei se faço bem em querer acreditar que o mundo pode ser pintado com as cores que escolhemos, mas vive-se. Vive-se até ao dia em que lemos coisas como a que acabei de ler. Aí volta a revolta, a angústia... confesso que não sei se é por ti ou por mim. O que sei é que o teu texto fez-me abanar a cabeça em sinal de "não acredito nisto". E não acredito mesmo!

Obrigado pela coragem,
Obrigado pela sensibilidade

PS- Não. eu não alinho nessa historia dos gays serem pessoas muito mais sensíveis. Se o fossem... ai se o fossem... eu nao sofria tanto!

Aquele beijinho|


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